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riscos_e_rabiscos

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Etapa nº 2

Às 8.15 minutos já eu estava à porta da segurança Social, ou seja na fila interminável que esperava a abertura da porta. Novamente olhares tristes e ombros descaídos que pioravam um pouco com o vento frio e a sobra que nos acolhia.

 

Ao bater as 9 horas no sino da igreja, a porta da Segurança Social abre-se e a fila começa a andar. Calha-me o número 74 e penso com os meus botões "devo estar despachada por volta das 2 horas, se as funcionárias desembaraçarem o trabalho e não andarem a engonhar...".

Com a dúvida se teria de preencher algum impresso ou não, coloco-me noutra fila. Explico o que pretendo ao segurança, que me responde não ser necessário ali estar, uma vez que há comunicação entre o Centro de Emprego e a Segurança Social e depois será esta que me irá contactar por carta, a informar se tenho ou não direito a subsídio de desemprego e quais as alternativas que existem, em caso de não ter direito.

 

Como tenho trabalhado com recibos verdes, certifiquei-me com o segurança se não teria de ir ir aos balcões por causa disso, afinal "não sou igaul" ao comum dos trabalhadores. Respondeu-me novamente que não e que o direito ao subsídio de desemprego dos trabalhadores a recibo verde, só entra em vigor em Janeiro de 2013. Bela m*rd@, não? Será que os anos anteriores que descontei pelo regime normal me vão valer de alguma coisa? Vou fazer figas.

 

Quem tiver recibos verdes, já sabe quando entra em vigor a lei e quem tiver a mesma pouca sorte que me calhou, ao ir ao Centro de Desemprego, certifique-se se é mesmo necessário ir para as infindáveis filas da Segurança Social.

 

Como era cedo, aproveitei para fazer uma caminhada e vim a pé para casa calmamente e a ver lojas e cafés tradicionais de refeência da minha cidade fechados devido à cabra da crise. E é tão triste ver assim a minha cidade.